LIÇÃO 2: Liderança em tempos de crise
O capítulo 2 de Neemias começa com um diálogo dele com o rei Artaxerxes. O copeiro informa ao rei seu desejo de retornar a sua terra temporariamente para reconstruir os muros da cidade. O rei concede a ele favor, e o texto prossegue apresentando a chegada de Neemias em Jerusalém. O cenário que ele encontrou foi de completa desgraça. Mas tinha a certeza de que aquela situação poderia ser modificada com a ajuda de Deus e bastante trabalho por parte dos homens.
As crises costumam revelar quem realmente somos e o que temos em mente quando somos assaltados por elas. Neemias havia chegado a Jerusalém e viu com seus próprios olhos a desgraça da cidade de Davi. Não apenas se deparou com um cenário de destruição, mas foi acompanhado de perto por um grupo de homens que não tinham qualquer compromisso com Deus: Tobias, Samabalate e Gessem. Tão complicado quanto os desafios que estavam na frente de Neemias, esta tríade maligna tentou atrapalhar a reconstrução da cidade e a restauração planejada por Deus. Ele relata que esses homens ficaram “com grande desagrado que alguém viesse procurar o bem dos filhos de Israel” (Ne 2.10).
O que fez com que Neemias pudesse conseguir a liberação do rei para viajar, levar materiais que pudessem ser utilizados na restauração, ter ânimo diante daquilo que viu e ainda manter-se atento contra seus inimigos? A oração. As crises podem nos impedir de fazer muitas coisas, mas não nos impedem de orar.
Neemias foi um homem de ação. Ele soube equilibrar a fé em Deus e o planejamento pessoal para realizar as tarefas que iam ser colocadas sob sua responsabilidade. Não saiu do palácio do rei sem um objetivo. É claro que ele não tinha uma ideia completa daquilo que encontraria, mas tinha em mente sua missão: agir para que a cidade estivesse novamente pronta, a fim de que adorassem novamente no templo do Senhor.
Neemias foi um homem prudente. Ele não disse imediatamente o que viera fazer em Jerusalém. Quando foi ver os estragos na cidade, o fez de noite, em sigilo. A impressão que temos ao ler sua descrição é que a cidade estava tão tomada de entulhos que, em um lugar, Neemias disse que “não havia lugar por onde passar a cavalgadura que estava debaixo de mim” (Ne 2.14). Ele agiu com prudência. Esperou o momento adequado para informar ás autoridades sua missão, e mesmo diante das críticas de seus inimigos, permaneceu focado na chamada que recebera de Deus.
Atribuindo a Deus as portas abertas. Destaquemos aqui o fim do verso 8 deste capítulo. “(...) segundo a boa mão de Deus sobre mim”. Este verso nos mostra que Neemias atribuiu a Deus todas as concessões que estava obtendo para cumprir seu ministério. Conseguiu permissão do rei para viajar. Mas não entendeu isso como uma influência particular que tinha junto a rei, e sim como uma prova de que a mão de Deus era com ele.
